Quase toda empresa que me procura chega com a mesma frase, dita de formas diferentes: “o marketing não está trazendo o resultado que deveria”. Em geral, o que vem logo depois é um pedido para aumentar a verba, trocar de agência ou testar um canal novo.
Na maioria das vezes, nenhuma dessas é a primeira decisão certa. Antes de acelerar, é preciso saber onde o carro está vazando.
Na física existe um princípio simples: não se corrige o que não se mede. Passei mais de 13 anos gerindo mídia de performance para varejo, fintechs, montadoras e e-commerce, e posso dizer que o marketing digital segue a mesma regra. Neste artigo explico o que é um diagnóstico de marketing digital, por que ele ficou mais urgente em 2026 e como eu conduzo o meu.
O que é um diagnóstico de marketing digital
Um diagnóstico de marketing digital é uma análise estruturada de todos os pontos que transformam investimento em receita: mensuração, mídia paga, SEO, presença em buscadores de IA, conversão no site e os indicadores financeiros do negócio.
Ele difere de um relatório mensal de agência. O relatório descreve o que aconteceu. O diagnóstico explica por que aconteceu e o que fazer primeiro, organizando as oportunidades por impacto financeiro e esforço de execução.
O resultado é um plano de ação priorizado, em vez de uma lista genérica de “boas práticas”.
Por que 2026 tornou o diagnóstico urgente
Três mudanças recentes alteraram as regras do jogo.
1. A busca deixou de ser só o Google. Um levantamento da Optimiza Marketing divulgado em julho de 2026 indica que 46,5% dos consumidores brasileiros recorrem com frequência a plataformas de IA, como ChatGPT e Gemini, para pesquisar o que comprar e de quem comprar. Se a sua marca não é citada nessas respostas, ela não entra na lista de opções desse consumidor.
2. As empresas já estão redistribuindo investimento. Segundo a pesquisa Tendências de Marketing, Vendas e RevOps (8D Hubify e PipeLovers), o GEO saltou de 8,9% em 2025 para 30,4% entre as prioridades estratégicas, e o SEO passou de 31,3% para 42,5%. A mídia paga continua forte, mas deixou de ser a única aposta.
3. O clique orgânico ficou mais escasso. Um estudo do Pew Research Center mostrou que usuários do Google que viram um resumo gerado por IA clicaram em um link tradicional em apenas 8% das visitas, contra 15% de quem não viu o resumo.
Quem continua operando com o mapa de três anos atrás tende a pagar mais por cada venda sem saber o motivo.
Os 6 pilares que analiso em um diagnóstico
1. Mensuração e tracking
É onde tudo começa, e onde mais encontro problemas. Olho a configuração do GA4, a estrutura do Google Tag Manager, a API de Conversões da Meta, as conversões aprimoradas do Google Ads, a deduplicação de eventos e a consistência entre plataforma de anúncios, analytics e o faturamento real.
Se o dado que alimenta os algoritmos de lance está errado, a plataforma otimiza para o objetivo errado. E ela faz isso com muita eficiência.
2. Mídia paga (Google Ads e Meta Ads)
Analiso a estrutura das contas, a distribuição de verba por objetivo, as estratégias de lance, a sobreposição de públicos, os termos de pesquisa que consomem orçamento sem converter, o desempenho de Performance Max e Shopping e o desgaste dos criativos.
A pergunta central não é “o ROAS está bom?”. É: quanto dessa receita aconteceria de qualquer forma, e quanto é realmente incremental?
Quando o diagnóstico aponta que a operação de mídia precisa ser reestruturada, a execução pode ficar com o time da CM Consultorias, que faz gestão de performance digital em Google, Meta e TikTok Ads.
3. SEO técnico e conteúdo
Verifico indexação, rastreabilidade, Core Web Vitals, arquitetura de informação, canibalização de palavras-chave e dados estruturados. Também avalio se o conteúdo responde à intenção de compra ou se fica apenas no informativo.
4. Visibilidade em buscadores de IA (GEO)
Testo como ChatGPT, Gemini, Perplexity e o AI Overviews do Google descrevem sua marca e seus concorrentes. Isso mostra se você é citado, como é descrito e quais fontes as IAs usam para falar do seu segmento.
Empresas que produzem apenas conteúdo informativo podem aparecer nas respostas do Google, mas ficam de fora das recomendações dos assistentes. As que mantêm páginas comerciais claras, com preço, escopo e comparação, disputam os dois espaços.
5. Funil e conversão
Landing pages, fichas de produto, checkout, formulários e a velocidade de atendimento no WhatsApp. É comum encontrar campanhas saudáveis entregando tráfego para páginas que desperdiçam metade dele.
6. Dados e unit economics
Este é o pilar que mais diferencia um diagnóstico de uma auditoria de mídia. Cruzo investimento com CAC, LTV, ticket médio, margem de contribuição e recompra. Clientes maduros já não aceitam relatórios de vaidade: CAC, LTV, ROAS e receita atribuída são o mínimo esperado.
Aqui entra minha formação em Business Intelligence e Analytics. O objetivo é que marketing e financeiro olhem para o mesmo número. É a mesma lógica dos projetos de analytics e BI da CM Consultorias, com GA4, GTM, Power BI e Python conectando mídia a resultado.
O olhar do varejo: onde o dinheiro costuma escapar
Boa parte da minha trajetória foi em performance para varejo e e-commerce, em operações como a rede de varejo Multiloja e o e-commerce da Janome do Brasil, fabricante de máquinas de costura. O varejo tem armadilhas próprias, que um diagnóstico genérico costuma deixar passar:
- ROAS alto com margem baixa. Campanhas que vendem muito, mas vendem justamente as categorias de menor margem. O ROAS comemora enquanto o resultado financeiro sofre.
- Feed de produtos negligenciado. Títulos, atributos e categorização ruins no Merchant Center limitam Shopping e Performance Max mais do que qualquer ajuste de lance.
- Sazonalidade tratada como surpresa. Black Friday, Dia das Mães e Natal pedem curvas de investimento planejadas com base em histórico, não em intuição.
- Loja física invisível na atribuição. Quando o digital gera visita à loja e ninguém mede isso, a mídia parece pior do que é, e corta-se verba justamente do que funciona.
- Canibalização entre marca e genérico. Pagar por cliques de quem já buscava a sua marca e contabilizar isso como aquisição. Esses são problemas de dados e de negócio, e não de “campanha”. Por isso o diagnóstico precisa de alguém que entenda os dois lados.
Sinais de que sua empresa precisa de um diagnóstico
- O custo por venda sobe e ninguém consegue explicar por quê.
- GA4, Google Ads e Meta mostram números diferentes para o mesmo resultado.
- A agência reporta cliques, impressões e alcance, mas não fala de margem nem de CAC.
- O tráfego orgânico caiu, mesmo com o site “ranqueando”.
- A marca não aparece quando alguém pergunta a uma IA quem são as referências do seu setor.
- A verba aumentou, mas a receita não acompanhou na mesma proporção. Se dois ou mais desses itens descrevem a sua realidade, o problema provavelmente não se resolve com mais investimento.
Como funciona o meu diagnóstico
1. Imersão. Uma conversa para entender o modelo de negócio, as margens, os objetivos e o histórico. Um bom diagnóstico escuta antes de prescrever.
2. Coleta e auditoria. Acesso de leitura às contas de anúncio, ao GA4, ao GTM, ao Search Console e, quando possível, aos dados de vendas.
3. Análise cruzada. Os seis pilares são avaliados em conjunto, porque os problemas raramente estão isolados.
4. Entrega. Você recebe:
- um relatório com cada achado explicado em linguagem de negócio;
- um plano de ação priorizado por impacto e esforço;
- um dashboard com os indicadores essenciais, com acesso protegido por login e fora do alcance de buscadores, porque os dados da sua empresa não devem ficar expostos;
- uma reunião de apresentação para discutir as prioridades com seu time ou sua agência. Prazo: [X semanas, conforme o porte da operação].
O diagnóstico é independente. Você pode executar o plano com seu time interno, com sua agência atual ou comigo.
Quem conduz o diagnóstico
Sou Charles de Sena, consultor de growth marketing com mais de 13 anos em mídia de performance, SEO, analytics e BI. Você pode ver o caminho completo na minha trajetória profissional.
Minha experiência inclui operações de varejo (Multiloja, Marabraz), fintech (Santander, Superdigital, Willbank, DMCard), automotivo (Ford, Chevrolet), educação (Cogna/Stoodi) e e-commerce (Janome do Brasil).
- Google Partner, certificado em Search, Display, YouTube e App.
- MBA em Business Intelligence, Management & Analytics (UAM).
- Licenciatura em Física, que me deu o hábito de desconfiar de qualquer número sem método por trás.
- Graduação em Marketing.
- Python para automação de relatórios e análises, e Power BI para dar ao cliente uma visão única de marketing e resultado. Atendo empresas em todo o Brasil, com atuação próxima em João Pessoa e Curitiba.
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre diagnóstico e auditoria de Google Ads?
A auditoria de Google Ads olha uma conta. O diagnóstico olha a operação inteira: mensuração, todos os canais, site, SEO, presença em IA e indicadores financeiros.
Preciso trocar de agência para fazer o diagnóstico?
Não. O diagnóstico é independente e costuma ajudar a própria agência, porque organiza prioridades e corrige a base de dados que ela usa.
O diagnóstico serve para empresas pequenas?
Sim, desde que exista investimento recorrente em mídia ou dependência de canais digitais para vender. O escopo se ajusta ao porte.
O que é GEO?
GEO (Generative Engine Optimization) é a otimização da presença de uma marca nas respostas de ferramentas de IA como ChatGPT, Gemini e Perplexity. Ele complementa o SEO tradicional.
Vocês precisam de acesso às minhas contas?
Sim, apenas com permissão de leitura. Nenhuma alteração é feita durante o diagnóstico.
Antes de investir mais, descubra onde investir melhor
Se o seu marketing digital consome verba e o resultado não acompanha, o primeiro passo é enxergar a operação com clareza.